segunda-feira, 22 de março de 2010

PAPA NO ANGELUS: SEJAMOS INTRANSIGENTES COM O PECADO E INDULGENTES COM O PECADOR


Cidade do Vaticano, 21 mar (RV) - Bento XVI assomou ao meio-dia deste domingo à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para rezar a oração do Angelus com os fiéis, peregrinos e turistas presentes na Praça.
Na alocução que precedeu à oração mariana, referindo-se à liturgia deste V Domingo da Quaresma, o Santo Padre se deteve sobre o episódio evangélico de Jesus que salva uma mulher adúltera da condenação à morte (Jo 8, 1-11).
Descrevendo a cena repleta de dramaticidade, o Papa ressaltou que a vida daquela pessoa dependia das palavras de Jesus, como também a sua vida.
De fato, os acusadores hipócritas, isto é, os escribas e fariseus, fingem confiar-lhe o julgamento daquela mulher, mas na realidade querem julgar e acusar Jesus Cristo.
Jesus sabe o que há no coração de cada homem, quer condenar o pecado, mas salvar o pecador, e desmascarar a hipocrisia – observou o Pontífice.
O evangelista São João destaca um particular: enquanto os acusadores o interrogam com insistência, Jesus se inclina e começa a escrever na terra com o dedo. Bento XVI ressaltou que Santo Agostinho observa que esse gesto mostra Cristo como o legislador divino: de fato, Deus escreveu a lei com o seu dedo em tábuas de pedra (cfr. Comentário ao Evangelho de João, 33, 5).
Portanto – observou o Santo Padre – Jesus é o Legislador, é a Justiça em pessoa. E qual é a sua sentença" – perguntou-se: "Quem dentre vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra!"
"Estas palavras são repletas da força desconcertante da verdade, que abate o muro da hipocrisia e abre as consciências a uma justiça maior, a justiça do amor, em que consiste o pleno cumprimento de todo preceito (cfr Rm 13, 8-10).
É a mesma justiça que salvou também Saulo de Tarso, transformando-o em São Paulo (cfr Fil 3, 8-14) – ressaltou o Papa.
Quando os acusadores "saíram um após o outro, a começar pelos mais velhos", Jesus, absolvendo a mulher de seu pecado – observou Bento XVI – a introduziu numa nova vida, voltada para o bem: "Nem eu te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais".
É a mesma que fará com que o Apóstolo Paulo diga: "Esquecendo-me do que fica para trás e avançando para o que está adiante, prossigo para o alvo, para o prêmio da vocação do alto, que vem de Deus em Cristo Jesus" (Fil 3, 14).
"Deus deseja para nós somente o bem e a vida; Ele provê a saúde da nossa alma por meio de seus ministros, livrando-nos do mal com o Sacramento da Reconciliação, a fim de que ninguém se perca, mas todos tenham oportunidade de converter-se."
Evocando o Ano Sacerdotal em andamento, o Santo Padre expressou o desejo de exortar os Pastores a imitarem o Santo Cura d'Ars no ministério do Perdão sacramental, a fim de que os fiéis redescubram o seu significado e beleza, e sejam robustecidos pelo amor misericordioso de Deus. Em seguida, o Pontífice fez uma premente exortação:
"Caros amigos, aprendamos do Senhor Jesus a não julgar e a não condenar o próximo. Aprendamos a sermos intransigentes com o pecado – a partir do nosso! – e indulgentes com as pessoas. Que nisso nos ajude a santa Mãe de Deus que – isenta de todo pecado – é mediadora de graça para todo pecador arrependido."
Após a oração do Angelus, Bento XVI recordou que no próximo domingo, Domingo de Ramos, se celebrará o 25º aniversário dos Dias Mundiais da Juventude, realizados por desejo do Venerável João Paulo II. Por isso – acrescentou – na próxima quinta-feira, a partir das 19h (locais), espero, numerosos, aí – na Praça São Pedro – os jovens de Roma e do Lácio, para um encontro especial de festa.
O Santo Padre concedeu a sua Bênção apostólica a todos os presentes na Praça São Pedro. (RL)



Salve Maria!


fonte: Rádio Vaticana

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