quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SANTA SÉ: ARMA NUCLEAR NÃO É DEFENSIVA, É SOMENTE DESTRUTIVA


Nova Iorque, 25 fev (RV) - A conferência para avaliar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear será no dia 3 de maio, na sede da ONU, em Nova Iorque, onde o Secretário-Geral Ban Ki-moon discutirá com as principais potências políticas do mundo.

Enquanto isso, nessas horas, está reunido o Comitê para o Desarmamento, órgão consultivo das Nações Unidas, justamente para preparar o encontro de maio. Para uma análise da situação atual, a Rádio Vaticano entrevistou o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, Dom Celestino Migliore:

Dom Migliore:- Depois de muitos anos de estagnação, onde o discurso sobre o desarmamento nuclear não fez nenhum progresso, temos boas razões para sermos otimistas. Razões que provêm inclusive dos países que estão mais implicados nesta matéria. Certamente, o problema não é somente a proliferação, mas também o desarmamento nuclear, porque a arma nuclear não pode ser uma arma defensiva. Ela é somente destrutiva.

Para o arcebispo, os Estados nucleares, ou seja, os cinco países-membros do Conselho Permanente que se autoatribuíram o direito de possuir armas nucleares, devem demonstrar espírito de colaboração se quiserem ser críveis diante do mundo: "Só assim terão autoridade moral para dizer aos outros países que não podem possuir a arma atômica".

Neste contexto, segundo Dom Migliore, a contribuição específica dos cristãos é o conceito de fraternidade:

Dom Migliore:- Parto de uma constatação que o papa fez na encíclica "Caritas in veritate": ele diz que a globalização nos ajuda a coabitar civilmente, mas não nos torna irmãos. Isso me pareceu um ponto muito importante justamente em vista da integração, da coesão social de que muito necessitamos hoje. Se quisermos a integração, devemos nos tornar irmãos. A fraternidade tem um significado muito especial para nós cristãos, e esta é a contribuição que devemos dar. (BF)


Salve Maria!


Fonte: Rádio Vaticana

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