sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"PROMOVER UM MUNDO CAPAZ DE ACOLHER OS DOENTES COMO PESSOAS" PAPA BENTO XVI


O Santo Padre presidiu esta manhã, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a celebração eucarística com os doentes, por ocasião do 18° Dia Mundial do Enfermo que se celebra nesta quinta-feira, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.Em sua homilia o papa frisou que a Igreja tem o compromisso de perpetuar a missão de Cristo, cuidar da evangelização e dar atenção aos doentes, no corpo e no espírito. "Maria, mãe e modelo da Igreja, seja invocada e venerada como "Salus infirmorum", "Saúde dos enfermos". Como primeira e perfeita discípula de seu Filho, Ela sempre demonstrou, ao acompanhar o caminho da Igreja, uma solicitude especial com os sofredores. Como testemunho disso, milhares de pessoas procuram os santuários marianos para invocar a Mãe de Cristo, e encontram nela força e alívio" – frisou o papa. Bento XVI recordou o 25° aniversário do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, instituído por João Paulo II com o Motu Proprio Dolentium Hominum de 11 de fevereiro de 1985, que mostra a dedicação da Igreja para com os doentes. Instituindo um organismo dedicado à Pastoral da Saúde, a Santa Sé quis dar sua contribuição a fim de promover um mundo capaz de acolher os doentes como pessoas. Na memória das aparições, em Lourdes, lugar escolhido por Maria para manifestar a sua materna solicitude pelos enfermos, a liturgia de hoje reflete sobre o Magnificat, o canto da Virgem que exalta as maravilhas de Deus na história da salvação. "O Magnificat é o canto de agradecimento de quem conhece os dramas da vida, mas confia na obra redentora de Deus. É um canto que mostra a fé vivida por gerações de homens e mulheres que colocaram em Deus suas esperanças e se comprometeram, como Maria, a ajudar os irmãos mais carentes. No Magnificat ouvimos a voz de tantos Santos e Santas da caridade" – sublinhou o papa. O Santo Padre falou ainda sobre o papel dos doentes na Igreja. "Um papel ativo ao provocar, por assim dizer, a oração feita com fé" – disse ainda Bento XVI. "Quem está doente, chame os presbíteros. Neste Ano Sacerdotal, ressalto com prazer a relação entre doentes e sacerdotes, uma espécie de aliança, de cumplicidade evangélica. Ambos têm um dever: o doente deve chamar os padres e eles devem responder, para atrair, na experiência da doença, a presença e a ação do Ressuscitado e de seu Espírito" – frisou o Santo Padre. O papa destacou a importância da Pastoral dos Doentes, cujo valor é realmente incalculável, "pelo bem imenso que oferece aos enfermos, primeiramente, e ao próprio sacerdote, mas também aos familiares, conhecidos, à comunidade, e através de caminhos misteriosos e desconhecidos, a toda a Igreja e ao mundo". O Santo Padre lembrou o Papa João Paulo II, que na Carta Apostólica Salvifici Doloris ressalta: "Cristo ensinou o homem a fazer bem com o sofrimento e, ao mesmo tempo, a fazer bem a quem sofre. Sob este duplo aspecto, revelou completamente o sentido do sofrimento" (n° 30). "Que a Virgem Maria nos ajude a viver plenamente esta missão" – concluiu Bento XVI.


Salve Maria!

Fonte: Rádio do Vaticano

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