segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CONGREGADOS MARIANOS, SALVE MARIA!

A Confederação Nacional das Congregações Marianas do Brasil, aprovou em sua última Assembléia, o tema para o Dia Nacional dos Congregados Marianos, a ser realizado no dia 16 de maio de 2010. Deste modo, cada Federação deverá incentivar às suas congregações marianas, que por sua vez incentivarão seus congregados a refletir sobre o tema proposto: “Congregados Marianos, com Maria, consagrados à Missão”.

Sem perder tempo, a CORERJ (Coordenação Regional do Estado do Rio de Janeiro), preparou este texto que será divulgado em todas às congregações do Estado do Rio de Janeiro, já como proposta de aprofundamento no tema para estudo.

Nossa proposta, será demarcar o tema, dividindo-o em quatro partes, sem esgotar o assunto, mas apenas tomando a iniciativa, apontando caminhos que cada um irá desenvolver conforme a sua realidade local. Desta forma, ousamos destacar:

1) O que vem a ser congregados marianos?

2) Por que em COMpanhia de Maria?

3) O que vem a ser a Consagração a Nossa Senhora?

4) Qual o nosso papel na Missão Continental?

Escrevemos estas linhas, tentando responder, mas não esgotando o assunto, homenageando, in memoriam, um congregado mariano, que serviu de exemplo, que foi meu instrutor desde os tempos de marianinhos, “Mario Costa Sobrinho”, inclusive, em anos passados, fora Vice-Presidente da Confederação Nacional. Salve Maria!


O que vem a ser Congregados Marianos?

Congregados Marianos, são os membros das Congregações Marianas, que é “uma associação pública de fiéis leigos, livremente unidos para viverem e crescerem na vida cristã, de acordo com uma Regra de Vida, e realizar um trabalho apostólico, em plena obediência e sintonia com a Autoridade Eclesiástica, em espírito de união e docilidade ao Magistério da Igreja” (cf. Regra de Vida,5ª).

Na História da Salvação, Deus está sempre fazendo propostas e o homem, na sua liberdade, dá sua resposta, positiva ou negativa, de acordo com a sua fé.

Vemos Deus no Princípio dos Tempos criar o homem a sua imagem e semelhança, mas o acusador entra na história e homem + mulher se desviam, deixando em nossos corações o pecado de origem, que será apagado através do Batismo.

No Desenrolar dos Tempos, Deus faz uma proposta a Abraão: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te abençoarei, engrandecerei teu nome; sê uma bênção”, cf, Gen 12,1-2. Abraão partiu, acreditou na proposta, pegou sua família e foi para um lugar desconhecido. Tamanha fé, deste homem!

Ainda no Desenrolar dos Tempos, Deus faz uma proposta a Moisés, quando este apascentava o rebanho de seu sogro Jetro. Junto ao Horeb, o Anjo do Senhor lhe apareceu numa sarça ardente e lhe falou: Eu vi, a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa de seus opressores. Por isso desci a fim de libertá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa vasta, terra que mana leite e mel, cf Ex 3,1-11. Moisés respondeu: Quem sou eu para ir ao Faraó e fazer sair do Egito o meu povo, os filhos de Israel. Deus disse: Eu estarei contigo. Depois, Deus revela seu nome e dá as instruções para a missão de Moisés. Tamanha fé, deste homem!

Na Plenitude dos Tempos, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré, a uma Virgem chamada Maria e disse-lhe: Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo. Maria: Fica intrigada com a saudação. O anjo continua em sua proposta: Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus… Maria dá sua resposta: Como é que vai ser isso, se eu não conheço homem algum? O anjo continuou em sua proposta: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra… Para Deus, com efeito, nada é impossível. A resposta final de Maria: Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!, cf Lc 2,26-38. Tamanha fé desta Mulher!

Agora no Tempo da Igreja, somos os protagonistas como Povo de Deus. Deus, através dos homens faz-nos propostas, convida-nos a vir fazer parte da congregação mariana, da paróquia, da pastoral etc… Qual a nossa resposta: A mesma de Abraão, Moisés, Virgem Maria. Sim, faça-se, Eis-me aqui Senhor! Tamanha fé a nossa!

Nessa relação proposta-resposta, não há um puro sim descompromissado, mas um sim comprometido, que requer deveres, responsabilidades. A esta resposta positiva, (engajada) a Sagrada Escritura chama de Aliança. Deus faz uma Aliança, com Abraão, Moisés, Virgem Maria e agora conosco. E se fazemos uma Aliança, automaticamente, estamos em Missão. Vejamos nossos compromissos, após o nosso sim.

Ser congregado mariano é estar permanentemente na busca da “santidade pessoal, com veemente devoção, reverência e amor filial à Virgem Maria. Santificar-se em nosso estado e, quanto a posição social lhe permitir, salvar e santificar os outros” (conf. Regras Comuns,1).

Ser congregado mariano é ter uma “fervorosa e incondicional adesão à Santa Sé Apostólica, Cabeça e Fundamento de toda Hierarquia Eclesiástica, mas também pela humilde e dócil submissão às ordens e conselhos dos Bispos locais” (Bis Saeculari,10).

Ser congregado mariano é “acolher e proclamar a verdade sobre Cristo, a Igreja e sobre o homem, em obediência ao Magistério da Igreja que autenticamente a interpreta” (Christifideles Laici,30).

Ser congregado mariano é “trabalhar pela evangelização e santificação dos homens e a formação cristã de suas consciências, de modo a procurar permear de espírito evangélico os vários meios sociais e ambientes” (Apostolicam Actuositatem,20).

Ser congregado mariano é “marcar presença na sociedade, mantendo uma vida social e profissional, à luz da Doutrina Social da Igreja, ou seja, estar a serviço da dignidade integral da pessoa humana e de uma sociedade justa e fraterna” (Christifideles Laici,30 e 37).

Para os congregados marianos serem protagonistas neste Tempo da Igreja, ou seja, estarem comprometidos na Aliança com Deus, requer:

Uma vida de piedade pessoal e comunitária, assinalada:

Pela oração diária, meditação, exame de consciência, reza do Terço (Bis Saeculari,4);

Pela freqüência aos Sacramentos da Penitência e Eucaristia (Bis Saeculari,4);

Pela anual participação do Retiro Espiritual, segundo o método dos “Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola” (Bis Saeculari,4);

Pela direção espiritual sob a orientação de um confessor, quanto possível, estável (Bis Saeculari,4).


Crescimento no conhecimento da fé católica (Christifideles Laici,60).

Pelo estudo permanente e criterioso da Sagrada Escritura e do ensinamento dogmático e moral da Igreja;

Pelo interesse em conhecer os documentos do Magistério Eclesiástico, em especial, a Doutrina Social da Igreja.


Tomar a cargo, como coisa própria sua e de acordo com sua condição de vida, todas as obras apostólicas recomendadas pela Igreja:

Apostolado no meio familiar, social e profissional (Christifideles Laici,40);

Presença nos meios de comunicação social, na vida política, na educação, nos ambientes mais marginalizados da sociedade (Bis Saeculari,8);

Colaboração fraterna e generosa com outras Associações e Movimentos leigos de apostolado (Bis Saeculari,9).


Sentir com a Igreja, ou seja, “Conformar sua fé e seus costumes com o que ensina a Santa Igreja Católica – (Regras Comuns,33).


Por que em COMpanhia de Maria?

Porque para o congregado mariano, a Virgem Maria deve ser o modelo “cuja peregrinação na fé representa um ponto de referência constante para a Igreja e cada pessoa” (Redemptoris Mater,6).

Na Virgem Maria, o congregado mariano há de ver:

O modelo de fé e vida interior;

A pureza imaculada;

A docilidade à ação do Espírito Santo;

A obediência à voz de Deus que A associou intimamente ao mistério da salvação realizada por seu Filho Divino;

A humildade e generosidade no cumprimento da missão recebida de Deus;

O ardente zelo missionário em levar o Filho Divino a todos que Deus colocou em seu caminho: João Batista; Os pastores de Belém; Os sábios do Oriente; Os justos de Israel; Os discípulos de Jesus nas Bodas de Caná. (cf. Regra de Vida,17)

Para o congregado mariano, a Virgem Maria, no seu mistério e na sua vida, revela o próprio mistério da Igreja. O congregado mariano se consagrando à Virgem Maria, se torna, de fato, um consagrado a Cristo e a sua Igreja! Fiel a Ela, a sua doutrina e a seus Pastores, n’Ela encontrando a seiva da Graça divina pela vida sacramental e a oração no Corpo Místico de Cristo. Desta maneira, o congregado mariano, se entrega feliz e devotado ao serviço da Igreja pelo trabalho apostólico em favor dos irmãos e dos que estão longe do rebanho de Cristo. (cf. Regra de Vida,18).

Acrescentamos que estamos em COMpanhia de Maria, por ela ser a “imagem do cristão libertado e a figura da Igreja”. Quando falamos em cristãos libertados, falamos de nossa conversão verdadeira. Ser libertado é ser indiferente às coisas do mundo.

A devoção verdadeira de Maria consiste, segundo o Vaticano II (Lumen Gentium,67), na imitação das virtudes da Mãe de Deus. Desta forma, se seguimos os caminhos de Maria, seguimos as pegadas de Seu Filho, que está nos direcionando ao Reino. “Portanto, conhecer o que é o Reino de Deus pregado por Jesus Cristo é saber também para onde nos encaminha a devoção a nossa Mãe. Reino de justiça, de amor e de paz”. (cf. Homilia do Papa João Paulo II, na Basílica de Guadalupe (México), em 27.jan.1979).


O que vem a ser a Consagração a Nossa Senhora?

O Papa Pio XII em uma alocução no ano de 1945 deixou claro para nós o que é a nossa consagração. Hoje, no início do terceiro milênio, podemos fazer eco às sábias palavras outrora proferidas: “A consagração é um dom completo de si mesmo para toda a vida e para a eternidade. Um dom não de pura fórmula ou de puro sentimento, mas efetivo, que se verifica na intensidade da vida cristã e Mariana, na vida apostólica, que faz do congregado mariano o ministro de Maria, e por assim dizer, suas mãos visíveis na terra“.

Podemos dizer que as palavras mais importantes da fórmula que constituem a consagração são estas: “… movido, contudo pela vossa admirável piedade e pelo desejo de vos servir, vos elejo hoje em presença de meu Anjo da Guarda e de toda a Corte Celeste, por minha especial Senhora, Advogada e Mãe e FIRMEMENTE PROPONHO SERVIR-VOS SEMPRE E FAZER QUANTO PUDER PARA QUE DOS MAIS SEJAIS TAMBÉM FIELMENTE SERVIDA E AMADA“.

Ampliando o conhecimento podemos explicar melhor essas palavras.

Nesta fórmula de consagração salientamos três partes muito importante:

Servir: o congregado está a serviço de Nossa Senhora. Grande responsabilidade.

Sempre: Não se pode voltar atrás. Viver a consagração requer um compromisso sério, por isso, devemos preparar muito bem nossos candidatos e só devemos admiti-los à consagração, após o seu perfeito entendimento.

Fazer quanto puder: o congregado se compromete a exercer o apostolado; a fazer todo o possível para implantar a devoção à Maria Santíssima no meio em que vive.

Portanto um congregado que nunca convidou um amigo para ser congregado, que nunca convidou alguém a rezar a oração do terço, ou pelo menos uma Ave-Maria, não está vivendo a sua consagração. (cf. Curso de Formação para congregados(as) marianos(os), lição 8, p.58).

Vamos verificar a consagração segundo a palavra de Deus.(cf. Dicionário de Mariologia, consagração)

A Consagração do povo no contexto da Aliança – A vida de Israel se desenvolve dentro da comunidade: com ela, e não com cada um dos indivíduos separadamente, Deus faz no Sinai a sua Aliança (Ex 19-24). A Aliança torna Israel um povo consagrado ao Senhor, isto é, pertencente a ele e relacionado com o seu poder e a sua santidade.

Consagrados por Deus no Batismo e vivendo para Ele – Não podemos falar de consagração como gesto espontâneo do homem fora da iniciativa salvífica de Deus. É Deus quem predestina, chama, justifica e glorifica (Rm 8,30). Principalmente a consagração (que é ato Divino), torna os cristãos santos (1Cor 1,2). Deste modo, os cristãos não se consagram por si mesmos, mas em virtude do Batismo “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).

Maria e a consagração do cristão – Maria a consagrada por Deus, se doa totalmente a Ele. Protegida pelo olhar de amor do Deus que salva, ela é cheia de graça, isto é, “objeto permanente do favor divino” (cf. Lc 1,28). Maria é consagrada por meio da sombra do Espírito que a envolve; ela se torna o novo tabernáculo de Deus (Ex 40,35) e a Arca da Aliança (2Sm 6,1-11; Lc 1,39-56).

A Oblatio da congregação mariana – Em 1563, o jesuíta belga Padre Jean Leunis deu início à Congregação Mariana, associação de jovens estudantes do Colégio Romano (Roma). A devoção a Maria insere-se no âmbito da vida cristã comprometida, expressando-se na “Oblatio”, em que o congregado escolhe Maria como padroeira, protetora e advogada, e se declara servo perpétuo dela. A palavra “Oblatio” é latina e quer dizer oblação, oferecimento. Por isso a fórmula da “Oblatio” é interpretada como “Consagração” a serviço de Maria, ou então como “entrega solene e irrevogável” a ela, como ato de amor que resume qualquer outro ato de devoção, ou, finalmente, como verdadeiro “contrato” que converte o congregado em filho adotivo da Virgem. (cf. Curso de Formação para congregados(as) marianos(os), lição 8, p.60).


Qual o nosso papel na Missão Continental?

Nós somos missionários, por Cristo convidados! Vamos pois, congregados, Seu Reino construir”!

A congregação mariana é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão. Temos que confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho, a partir de um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo. Isso não depende de grandes programas, mas de congregados e congregadas que encarnem essa novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários de seu Reino (cf. DA,11)

Encontramo-nos diante do desafio de revitalizar nosso modo de ser católico e nossas opções pessoais pelo Senhor e porque não dizer, também, revitalizar às congregações marianas. Quais caminhos a seguir? (cf. DA,13).

Congregados marianos, temos que “ver, julgar e agir”, ou seja contemplar a Deus com os olhos da fé através de sua Palavra revelada e o contato vivificador dos Sacramentos, para que, na vida cotidiana, vejamos a realidade que nos circunda à luz de sua providência e a julguemos segundo Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, e atuemos a partir da Igreja (cf. DA,19).

Nós congregados marianos, somos discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo, sendo portadores de boas novas e não desventuras. (cf. DA,30).

Ao seguirmos Jesus, iremos aprender e praticar as bem-aventuranças, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor, obediência, compaixão, proximidade dos pobres, fidelidade à missão, seu amor serviçal até à doação de sua vida. (cf. DA,139).

São Paulo, no início dos séculos escrevia já aos congregados marianos de hoje: “São vocês uma carta de Cristo redigida por nosso ministério e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo” (2Cor 3,3)

Será importante aos congregados avaliar a sua missão. Encontrar Jesus na intimidade é indispensável para alimentar a vida comunitária e a atividade missionária. Como será importante a adesão aos Retiros nos moldes dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio. (cf. DA,154)

Bento XVI nos recorda que “o amor a Eucaristia leva também a apreciar cada vez mais o Sacramento da Reconciliação”. Vivemos numa cultura marcada por forte relativismo e perda do sentido do pecado. Não devemos abandonar o Sacramento da Reconciliação (cf. DA,177)

As congregações marianas, devem fazer em seus ambientes, uma casa e escola de comunhão. Temos a missão de acolher, discernir e animar carismas, ministérios e serviços na Igreja. Uma ótima oportunidade, será uma participação maciça no Dia Nacional do Congregado Mariano (cf. DA 188).

Nas congregações marianas temos de reforçar quatro eixos: (cf. DA 226)

Experiência religiosa: Encontro pessoal com Jesus Cristo, anúncio querigmático;

Vivência comunitária: Fazer com que as pessoas se sintam valorizadas, incluídas, que todos se sintam participantes;

Formação: Aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus e os conteúdos da fé, visto que esta é a única maneira de amadurecer nossa experiência religiosa;

Compromisso missionário: ir ao encontro dos afastados da congregação mariana e convidá-los a retornarem para ela.

Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários (A congregação mariana deve encontrar em Maria a inspiração para ser melhor discípulo e missionário de Jesus). (cf. DA,269)

O Papa veio a Aparecida, com viva alegria dizer aos congregados marianos: “permaneçam na Escola de Maria. Inspirem-se em seus ensinamentos. Procurem acolher e guardar dentro do coração as luzes que ela, envia a cada um a partir do alto“. (cf. discurso no final do Rosário, na Basílica de Aparecida-SP, em 12.mai.2007).

Muito mais poderíamos acrescentar, mas, este é um pontapé inicial nos trabalhos da CORERJ em conjunto com a Confederação. Esperamos que haja frutos, com congregados marianos entusiasmados, não importando a idade, mas buscando sempre espaço para a juventude, que será a continuidade desta Obra de Maria.

Não devemos esquecer: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (cf. DA,29)

Congregado Marianos. Coragem!!!

Salve Maria!

fonte: Blog Caritatis

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